2012-01-30

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Mas esta é a história; o refrão. A única vida que foi dada. A que segui o curso em pinturas, e se torna diferente ante a paciência. E sobre a ponte é aquecido o sorriso das horas rompidas. Com isto, o grande livro do amor não abandona a chegadas e partidas. E faz com que o par de olhos jamais seja vencedor. Mas, o da junção! Os quatros olhos casados que proporcionam o conserto. E varre as linhas tortas por cada viagem feita. A cada amplexo aplicado, o calor a dizer proteção e trigo. Entre as nuvens pelas infindas tentativas e do levantar de cabeça, o eu te amo constroi-se forte – para toda a vida. Do crê que se é capaz. A qual se respeita o tempo. Nada é esquecido! No momento preciso, eficiente – completo, vive-se em plenitude e efetiva a planta dos pés ao cume. E por ter conhecimento das pautas diárias, aprende-se dizer sim e não com zelo. Os planos que não são umbilicais. Tão somente a função de concreto e genuíno crescimento. Ainda que o improvável reside. O que é sabedor dos erros cometidos visíveis e ocultos aflorados como regente. E os futuros vacilos, que como presente farão com que se relembre o nós.

Canteiro Pessoal





É aí que habita o silêncio primordial e é a partir daí que principia a metamorfose essencial da linguagem e do ser. A pulsação viva da palavra é o fruto desta permeabilidade à silenciosa matriz do corpo. O vocábulo novo, retemperado pela nascente, substituirá o rigor rígido do conceito pela fluidez e fugacidade de uma respiração. Na sua intrínseca transgressão a palavra conduzir-nos-á à nudez viva do silêncio, à transparência do ilimitado.


Rosa, António Ramos