
Desde ao amanhecer até o pôr- do-sol ser dedos em teus dedos em deslize. Preciso da sua combinação de notas e acordes que vão se acasalando numa valsa harmoniosa. Faz-me instrumento de ti no pousar em teus olhos. Na polpa dos teus dedos em asa na hora do poente. Em favo de mel da tua voz cantar o colorir sobre o branco em dias adormecidos. As incontáveis palavras de ternura exalante em seu silêncio que fala pontuação em reticências. Ao ponto da entrada tão perto ao longe, perto da profundidade sempre nova. Na geografia do curvo que vem de ti em partituras que me põe à escuta. Na tua voz tinjo horas na ligação para ouvir a tua voz em vai e vem. Um timbre e uma tonalidade de hálito de fonte. Dorme comigo, me vigia de noite, segura minha mão para escrever o teu nome em folhas múltiplas e dizê-lo em voz suave até o sol raiar. Beija a palma. Olha-me em lua branca. Apaga as luzes da cidade que me roubam do serena. Habitat na bruma do teu silêncio que rasga meu fechado. Seu sorriso é marca do abrir portas e sol e lua em abraços e afagos vão ao encontro. A melodia que me descreve está em seus braços e me conduz embrenhar na composição de desdobras. O vinho em cartões de visita em revisita. Teu nome é da tribo rara no deixar em minha sacada suspiros e voz que rasga o véu por gotas em função de carícias. E paro no ritmo certo, no teu. Tocada em ouvir-te. Teus olhos em cheiro de tinta fresca me procurando. Na linha das tuas mãos sou linha para tuas cifras. Sua música nos meus dedos o assunto que me dá gosto. A língua minha sensação em mãos quentes, pois seu tato na pele me vesti a alma em cura. Meus ouvidos nos teus ouvidos, os sussurros das palavras que ousam me confessar em teus deleitos. Em sua partitura escrita à mão um concerto de Mozart e um copo tinto de vinho. Meu pensamento diante do teu semblante não me faz sentir sozinha. Fica, mais uma vez ? Fique, não vá, me curvo. Torna-me em carícia ao vôo no emitir pelo chão aquecido vários tipos de sons. Em papel de serenata em madrugadas por teu despertar. Aqui dentro, a chuva que me faz te enxergar. E os primeiros acordes como nuvem beijando o mar. Cavalgar no desalisar ao alisar na linguagem do eu posso em ti. A chuva molhando minhas madeixas por teus dedos serem o meu sorriso na vida de quem me escreve. O simples e único sabor que há em suas palavras que cantam vogais e consoantes em um casamento perfeito. Tão belas por seres belo por colocar-te em poemas que me guardam em ti. Não mais ser ocupada em ser um papel, mas enxergar a tua escrita nadando em minha veia. A tua elegância que ajeita meus pés ao chão novo. Veja ! Meus pulsar no teu peito. Ouça ? É palco tua chuva vibrante. Passarela dos meus ritmos. Bailo teu som. Sem teu aguaceiro não coreografo teus dedos em musicalidade.
. canteiro pessoal


